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| Música - Atualizado dia 27 de Junho de 2003 |
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Bandolim
Juliana Lilian Duque

O bandolim, da família do alaúde, de tamanho menor, é um instrumento de 4 cordas duplas, que, soltas, são (de baixo para cima):
Primeira corda: MI (mais aguda) Segunda corda: LÁ Terceira corda: RÉ Quarta corda: SOL (mais grave)
O bandolim surgiu em Nápoles, com o nome de mandoletta. Há também o bandolim veneziano ou milanês, cujas 1º e 2º cordas são simples e, em vez de 8 cordas, incluindo-se as duplas, possui só 6. As duplas são as duas mais grossas. O braço deste instrumento possui 19 trastos. Toca-se com uma palheta.
No bandolim, por falta de prolongamento dos sons, como acontece em uma nota de 4 ou mais tempos, usa-se o trêmulo, uma técnica de movimentos rápidos com a palheta.
Nos mais diversos regionais é indispensável a presença do bandolim, na verdade é o instrumento principal em um regional. O bandolim marcou sua contribuição na música popular nos grupos de choro e hoje está presente em quase todos os gêneros de música. Muitos foram os divulgadores do bandolim: Jacob do Bandolim, Niquinho, Lupécio Miranda e tantos outros.
Há duas espécies de bandolim: o que apresenta a caixa de ressonância arredondada e o de tampo achatado. O primeiro era usado por moças da alta sociedade, principalmente as napolitanas, nos tempos de Mozart. A caixa arredondada era própria para damas por causa dos seios. O formato deste bandolim se parece com a metade de uma "cabeça". Já o bandolim de tampo achatado é apropriado para os homens. O músico que toca bandolim chama-se bandolinista.
No Brasil, o bandolim é tradicionalmente um instrumento de solo, poucas vezes sendo usado para armar acordes. O bandolim era um instrumento de acompanhamento e ainda é muito usado assim na música européia e norte-americana.
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